A tomada e a montagem da administração colonial em África foram justificadas ideologicamente pela negada do homem africano. A raça e a segregação passaram a estar patentes nas praticas coloniais, criando as leis para os indígenas com justificativo de educar e civiliza-los.

Na região centro, as antigas ideologias da sacralidade do poder e do culto dos espíritos dos reis, foram utilizadas pelas aristocracias a quando da resistência à ocupação.

A nível político

A implantação colonial em Moçambique fez-se sentir também ao nível político com a perda das independências dos estados africanos. Após a ocupação do território moçambicano entre 1890 e 1910. Para que o estado colonial funcionasse, o colonizador interpôs entre si e as comunidades camponesas, chefes negros que reuniam, ao mesmo, tempo, as características de chefes tradicionais e de funcionários administrativos subalternos do aparelho colonial.

Em Maputo, Moamba, Matola e Tembe, os régulos eram membros das antigas linhagens no poder, apenas responsáveis por respeito do território. No antigo Estado de Gaza, os chefes continuaram com seu poder mas, submetidos aos portugueses. Para outras regiões como é o caso de Maconde que não existia uma estrutura política centralizada, os portugueses dividiram arbitrariamente o território e colocaram à frente de cada circunscrição e posto administrativo, homens da sua confiança.

 

Bibliografia

ALMEIDA, Antonio Domingues de, et al. Dicionario Breve de Historia. Lisboa: Editorial Presença, 1996;

DEPARTAMENTO DE HISTORIA-UEM. Historia de Mocambique: Agressao Imperialista, 1886-1930. Maputo: Livraria Universitaria-UEM, 2000.