Joanete é a denominação popular para uma elevação que se forma no osso metatarsiano do primeiro dedo do pé. Na verdade, o joanete é uma deformação, uma saliência óssea do dedão ou dedinho dos pés

Principais causas do joanete

Entre as causas mais frequentes do joanete estão o encurtamento do músculo que faz estender os dedos; o excesso de movimentação do primeiro osso do meio do pé; ou a queda do arco da frente, formado pelos ossos dos pés. Os calçados podem causar joanete? Sim, principalmente nas mulheres devido ao uso de sapatos de bico fina que apertam a região anterior do pé (antepé). O joanete aparece também em populações que não têm o hábito de usar sapatos apertados, mas sabe-se que isto é menos frequente. Outras causas concorrem para o aparecimento do joanete como as artrites reumatoide e gotosa, pés planos (chatos) e pés cavos (altos).

É hereditário?

Há uma predisposição genética para o joanete, mas o problema se agrava com o uso inadequado de sapatos. As mulheres, por exemplo, pagam caro pela elegância dos saltos altos e têm 20 vezes mais chances de ter joanete. É importante lembrar que essa saliência – causada também por um desvio lateral e um ângulo agudo da articulação do dedão ou dedinho – costuma provocar constante pressão sobre a articulação dos demais dedos, que com o decorrer do tempo ficam curvos e salientes. Quando o desvio é pequeno, o joanete não incómodo.  Em desvios mais acentuados, a dor pode ser muito forte, tornando impossível o uso de sapatos comuns.

Como evitar o joanete?

Entre as dicas para evitar, destaco: Evitar o uso de sapatos de bico fino ou salto alto. Privilegiar o uso de calçados adequados ao tipo de pé e que sejam folgados. Fazer, diariamente, uma ginástica para os pés. É muito simples! Contraia os dedos para frente como se fosse pegar um objeto com os pés. Apoie o calcanhar no chão e levante o pé, formando um ângulo reto. Depois, relaxe e inicie novamente.

Tratamento da joanete

O tratamento do joanete pode ser conservador ou cirúrgico, dependendo do grau da deformidade e do desconforto da pessoa. No tratamento não cirúrgico, medidas como uso de sapatos confortáveis e almofadas colocadas entre o artelho e o segundo dedo ou embaixo do antepé podem ser úteis. O tratamento cirúrgico depende de uma correta avaliação do ortopedista. Existem muitas técnicas para a correção operatória do hallux valgus e da severidade da deformidade. É importante consultar um ortopedista para que ele indique a melhor opção para cada caso.